sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Fibras Musculares - O diferencial de um atleta de fundo e de um atleta de velocidade



Podemos classificar da seguinte forma as fibras musculares de acordo com suas propriedades de contração:
1 - Fibras de contração lenta, tambem chamadas fibras do tipo 1 ou fibras vermelhas. Possuem alta ou média contração de enzimas oxidativas e uma baixa concentração de miofibrilas e fosforilase.
Nas modalidades esportivas, possuem atributos para baixa produção de força, baixos velocidade de contração, baixa intensidade de movimento, atividades de duração prolongada, atividades de resistência, alta capacidade aeróbia.
2 -  Fibras de contração rápida, se dividem em tipo IIA e tipo IIB, as do tipo IIA possuem uma cor rosada Possuem características que são, fonte de energia tipo fosforização oxidativa – glicolíticas, resistência a fadiga é intermediaria, possuem muito capilares, menor capacidade de possuir força muscular, facilidade de ganhar massa, são capazes de gerar energia independentemente da presença de oxigênio - ou seja esse seria mais para um decatleta ou um 800. As Fibras do Tipo IIB, são fibras de cor branca, possuem poucos capilares sanguíneos, metabolismo anaeróbio possuem poucas mitocôndrias e poucas enzimas oxidativas,  alta concentração de enzimas glicolíticas, são fibras com um grande diâmetro, fonte de ATP é a glicolíticas, baixa resistência a fadiga. São utilizadas por atividades de maior força muscular, grande potência em pouco tempo, esforços máximos e explosivos, suas fibras são capazes de contração e relaxamento rápidos, utiliza a glicose como fonte de energia, é capaz de grande tensionamento, pois as fibras longas permitem, alto potencial para fornecimento de energia de curta e média duração.

As características oxidativas dos músculos podem ser alteradas pelo treinamento físico. Nas atividades físicas que necessitam grandes grupos musculares, envolvendo-os por um grande espaço de tempo, como a corrida de longa distância, suas contrações são determinadas pelo poder aeróbio máximo, ou seja, a capacidade do tecido em contrair-se sucessivamente durante um longo tempo; essa capacidade está ligada à produção de energia através do oxigênio pelas enzimas contráteis. Por outro lado, nas atividades em que se torna necessário um máximo gasto de enrgia num curto período de tempo, como os aremessos, eventos de salto, etc, um máximo poder muscular anaeróbio é fornecido através da enzima armazenada, ou seja, através da enzima ja existente sem presença de oxigênio.


Referencia: Livro "Musculação: teoria e pratica" e acervo próprio.

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